quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A saída do Ditão



Ditão era trabalhador em balancim, vivia de pintar edifícios , tendo por apoio apenas  cordas e uma tábua de madeira. Foi sua coragem que levou lza a apaixonar-se por ele. Via-o assim diariamente, trabalhando  a 30, 40 metros de altura. Ele correspondeu, sentindo-se envaidecido por tal admiração.Em pouco tempo, estavam morando juntos.
O que ele escondeu dela foi que,para exercer tal trabalho, precisava de uma doses de bebida alcoólica, cachaça, de preferência. Sóbrio, jamais subiria em um balancim. Não chegava à embriaguês; bebia tão somente para ter mais coragem.Vício,mesmo,só tinha o do cigarro.
Após alguns anos  juntos, Dilza tornou-se evangélica e o pastor  convenceu-a de que não podia viver em concubinato com Ditão. Era pecado.Tinham de  se casar na igreja. Ela, então, procurou a conversão do companheiro. Para isso, é claro, ele deveria parar de beber e de fumar.
Ditão passou a viver o dilema:. se deixasse a bebida, jamais poderia trabalhar.Se confessasse à mulher que precisava beber para poder trabalhar, acabava a admiração dela por ele ( poderia até deixá-lo, temia). Precisava de uma saída alternativa.
Foi  essa a história que contou ao policial que o surpreendeu fumando maconha.
     

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